Então, de modo mais claro, digamos, em vez de acontecimental: esse tempo, aquele cuja medida é a dos indivíduos, a da vida cotidiana, a de nossas ilusões, nossas
rápidas tomadas de consciência – o tempo do cronista
por excelência, o tempo do jornalista. Ora, observemos
que tanto crônica quanto jornal fornecem, ao lado dos
grandes acontecimentos qualificados como históricos, os
medíocres acidentes da vida ordinária: um incêndio, uma
catástrofe ferroviária, o preço do trigo, um crime. Cada
um de nós compreenderá que existe esse tempo para
todas as formas de vida: econômica, social, literária, institucional, religiosa, e até mesmo geográfica.
(Fernand Braudel, “História e Ciências Sociais [...]”.
Em: Fernando A. Novais; Rogério F. Silva (orgs.),
Nova História em perspectiva, 2011. Adaptado)
No fragmento, ocorre a discussão
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