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#3661163

Leia o texto a seguir:

    Com efeito, algumas das práticas e crenças da chamada História oral “militante” levaram a equívocos que convêm evitar. O primeiro deles consiste em considerar que o relato que resulta da entrevista de História oral já é a própria “História”, levando à ilusão de se chegar à “verdade do povo” graças ao levantamento do testemunho oral. [...]. Essa confusão aparece algumas vezes ainda hoje em trabalhos ditos acadêmicos; por exemplo, em dissertações ou teses que se limitam a apresentar o texto transcrito de uma ou mais entrevistas realizadas, como se esse fosse um resultado legítimo e final da pesquisa.

(V. Alberti, “Fontes orais – Histórias dentro da História”. Em: C.B. Pinsky (org.), Fontes Históricas, 2008)

Partindo do contexto abordado pelo fragmento, está correto afirmar que as fontes orais

  • prescindem de outras formas e linguagens documentais, especialmente em sociedades primitivas e sem nenhum tipo de escrita.
  • necessitam ser, como todos os documentos históricos, interpretadas e analisadas, bem como relacionadas a uma pluralidade de fontes.
  • fazem parte de uma perspectiva metodológica que se constituiu como uma das principais vias de construção do conhecimento histórico no século XIX.
  • podem ser utilizadas como documentos comprobatórios de determinada ocorrência no passado, desde que proferidas em ambiente que assegure imparcialidade.
  • devem ser compreendidas como um tipo de fonte secundária, isto é, cujos dados se encontram em estado bruto, pois ainda não foram tratados cientificamente.
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