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#2600691
Texto da Questão:

Leia o texto que segue para responder à questão.

    Ensinar na escola, ser professor, é trabalhar com desenvolvimento humano e com a construção do conhecimento numa realidade multicultural. Esse trabalho corresponde ao desenvolvimento do currículo na escola de Educação Básica. Esta, conforme se afirma na Resolução CNE/CEB nº 04/2010, “é o espaço em que se ressignifica e se recria a cultura herdada, reconstruindo-se as identidades culturais, em que se aprende a valorizar as raízes próprias das diferentes regiões do País” (art. 11).

Henrique pensava que soubesse o que é currículo: “o rol oficial de disciplinas com seus programas, ensinado nas escolas”! Mas, surpreendeu-se enormemente, ao ler o cap. III, da 4ª parte do livro de Libâneo; Oliveira; Toschi (2003). Ali, apercebeu-se da importância do trabalho educativo escolar e da participação de cada um, com seus saberes e valores, para se garantir o conjunto, a formação integral dos estudantes, sua identidade, sua cidadania, sob a “regência” da equipe de direção coordenação. Com essa leitura, compreendeu que “o provimento de cultura escolar aos alunos e a constituição de um espaço democrático na organização escolar devem incluir a interculturalidade: o respeito e a valorização da diversidade cultural e das diferentes origens sociais dos alunos, o combate ao racismo e a outras formas de discriminação e preconceito”. Nessa perspectiva, Henrique pôde interpretar corretamente a obra de Auad (2016), Educar meninas e meninos: relações de gênero na escola, na qual essa estudiosa apresenta dados de suas pesquisas analisando que a escola

  • já está fazendo o que lhe cabe, ao organizar classes mistas desde a educação infantil, dando oportunidade para meninas e meninos terem uma mesma educação e poderem comprovar onde estão suas diferenças, quem é melhor e, em quê.
  • ao implantar classes mistas revolucionou as relações entre meninas e meninos, reduzindo a “zona de penumbra e mistério” que cada gênero oferece ao entendimento do outro e favorecendo, mesmo fora de seus muros, a democracia nessas relações.
  • pode ser o lugar onde se dá o discriminatório “aprendizado da separação” ou, em contrapartida, pode ser uma importante instância de reflexão sobre o masculino e o feminino, fazendo com que as diferenças não se confundam com desigualdades.
  • nada pode fazer para diminuir a opressão do gênero masculino sobre o feminino, porque a cultura ocidental carrega um imaginário muito forte de superioridade masculina, o que acarreta um “patrulhamento” da escola, pelos pais, nessa área.
  • está examinando a possibilidade de testar projetos de unidades só femininas ou só masculinas, após quase um século de classes mistas (coeducação), pois há defensores de que a separação favorece a concentração e o melhor aproveitamento.
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