“Essa História cívico-patriótica, particularmente a escolar, teve
bastante sucesso comercial e pedagógico, havendo excelentes
estudos que se debruçam sobre essa duradoura literatura, que dá
espaço especial à língua, à história, e à geografia do Brasil.
Entretanto, são ainda poucos os estudos que priorizam o que
chamo de escrita da história ensinável para um grande público, que
também floresceu na Primeira República e foi se conformando,
numa matriz narrativa da história do Brasil, que contribuiu
decisivamente para o enquadramento de uma memória histórica
da nação.” (GOMES, Angela de Castro. Escrita da História, usos políticos do passado e
republicanismo no Brasil da Primeira República. In: ROCHA, Helenice; MAGALHÃES;
Marcelo (orgs). Em defesa do ensino de História: a democracia como valor. Rio de
Janeiro: FGV, 2022. p. 180) “O que faz portanto com que a história seja, no fim do século XIX,
uma matéria ensinável de pleno direito é inseparavelmente um
método científico, uma concepção da evolução e ainda a eleição de
um campo de estudos ao mesmo tempo cronológico e especial. As
regras elementares da ars antiquaria codificadas pelos positivistas,
entram no ensino secundário por intermédio de um consenso
provisório quanto ao seu sentido de história. Para chegar a esse
consenso, Lavisse e Seignobos retomam os dois temas da história
filosófica desde o século XVIII: a história é a nação; a história é a
civilização.” (FURET, François. A oficina de História. Lisboa: Gradiva. n/d. p. 133) Ao analisar os dois textos, podemos concluir que a História
ensinável foi marcada por uma função social e política de
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