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#3684413

Um estudo recente de 2025 sobre uso de internet por crianças e adolescentes brasileiros de 9 a 17 anos revelou que enquanto o acesso à internet em escolas caiu de 51% para 37%, o crescimento de crianças que nunca acessaram internet aumentou significativamente (de 492.393 para 710.343). Ainda que 92% das crianças/adolescentes do país acessem internet, a distribuição é profundamente desigual por contexto socioeconômico. Simultaneamente, 46% de usuários acessam conteúdo de influenciadores digitais (frequentemente com fins comerciais, incluindo apostas) várias vezes ao dia, enquanto mediação ativa família-escola é identificada como fator crítico para proteção. Comunidades indígenas, historicamente marginalizadas em acesso a infraestrutura tecnológica e cujas especificidades linguísticas e culturais raramente aparecem em conteúdo digital dominante, enfrentam duplo desafio: exclusão digital e, quando há acesso, exposição a conteúdo inadequado sem ferramentas críticas. Considerando que comunidades indígenas historicamente enfrentam exclusão digital e, simultaneamente, exposição a conteúdo potencialmente danoso quando há acesso à internet, a abordagem educativa que responde adequadamente a essa tensão é:

  • Priorizar inclusão digital acelerada em comunidades indígenas através de acesso irrestrito à internet em escolas, confiando que exposição à tecnologia em ambiente escolar controlado desenvolverá naturalmente competências críticas de proteção.
  • Rejeitar implementação de tecnologia nas escolas indígenas, mantendo pedagogias orais tradicionais como proteção contra exposição a conteúdo digital danoso, ainda que isso resulte em exclusão de habilidades necessárias para navegação do mundo contemporâneo.
  • Distribuir responsabilidade de letramento digital exclusivamente para famílias e plataformas, mantendo escolas indígenas como espaços de preservação cultural isolados de questões tecnológicas, considerando que tecnologia é tema urbano irrelevante para aldeias.
  • Articular preservação de práticas pedagógicas orais e culturais indígenas com desenvolvimento de letramento digital crítico estruturado em escola e políticas de inclusão que reduzam lacunas históricas, de modo que adolescentes indígenas que acessem internet o façam com proteção e fundamento cultural.
  • Implementar restrições equivalentes ao acesso de internet em escolas indígenas e comunidades, eliminando risco através de supressão de tecnologia, ainda que isso amplie lacunas de desigualdade digital que historicamente marginalizam povos indígenas.
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