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#1632761

A partir dos anos 50, aproximadamente, uma nova concepção revitalizou os estudos sobre a escravidão negra. Há uma renovação do interesse pela escravidão negra nos Estados Unidos, com trabalhos de David Brion Davis, Charles Wagley, Boxer e Genovene, que questionaram as teses Tannebaum, Elkins e, consequentemente, Gilberto Freyre. Argumentaram que o escravismo anglo- -saxônico pouco diferia daquele instituído por povos de outra origem, inexistindo um sistema mais brando que outro e sendo as variações ao longo do tempo menos significativas que os padrões subjacentes de unidade.
[Suely Robles Reis de Queiróz, Escravidão negra em debate. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado]

Segundo o artigo, a repercussão dessas ideias no Brasil teve como efeito

  • uma mudança na historiografia da escravidão, e esta passou a ser entendida como com fundamental para se compreender o processo de acumulação do capital.
  • a resistência da universidade em estudar a escravidão, o que terminou por ocorrer em centro de estudos independentes, como Instituto Geográfico e Histórico Brasileiro.
  • a retomada da discussão sobre a importância do uso da mão de obra indígena na formação do imaginário nacional e as decorrências negativas da escravidão africana.
  • a revalorização das teses sobre como se deveria fazer a História do Brasil, construída, no século XIX, pelo Colégio Dom Pedro II.
  • a elaboração de teorias que mostravam a especificidade da exploração do trabalho cativo no Brasil, em especial porque havia certa docilidade na relação senhor-escravo.
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