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Por outro lado, bastante diferente é o quadro que se apresenta na produção de material didático e paradidático: é raro o texto didático que não faça referência ao tema e são muito expressivos, em termos quantitativos, os títulos de textos paradidáticos que tomam como referência o evento mineiro de 1788-89. Como poderíamos explicar tamanho distanciamento entre, de um lado, o imaginário nacional e o complexo editorial ligado ao ensino, no plano dos quais ainda se produzem muitos livros e opúsculos sobre o tema e, de outro, a produção acadêmica, com tão reduzidos índices?
[João Pinto Furtado. Imaginando a nação: o ensino da história da Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica. Em Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org). Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História, 2001]

O excerto deve ser compreendido

  • como uma tentativa de imposição do discurso acadêmico sobre a pouca relevância de alguns temas.
  • por meio do discurso acadêmico em detrimento da contribuição das abordagens dos livros didáticos.
  • pelos estudiosos de temas menores da História do Brasil, como, por exemplo, o caso da Inconfidência Mineira.
  • como parte de uma disputa de narrativas, muitas vezes construída de maneira desigual, sobre determinados temas da História.
  • por meio de uma escolha entre os saberes escolares ou acadêmicos conforme gosto pessoal dos pesquisadores.
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