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#3681459

Paciente de 46 anos, previamente saudável, apresenta tosse produtiva há 3 meses, emagrecimento e hemoptise intermitente. A TC de tórax revela cavitação espessa em segmento apical do lobo superior direito, associada a bronquiectasias adjacentes. O teste rápido molecular (TRM/PCR) detecta Mycobacterium tuberculosis com resistência à rifampicina. A cultura posterior confirma o achado e mostra sensibilidade à isoniazida e fluoroquinolonas. Após 6 semanas de terapia adequada para TB resistente à rifampicina, o paciente mantém tosse intensa, escarro purulento e hemoptise, sem redução significativa da carga bacilar.
Em relação ao manejo adequado desse caso, assinale a alternativa CORRETA. 

  • A persistência de hemoptise nesse contexto contraindica qualquer intervenção cirúrgica até a completa negativação da cultura e resolução radiológica da cavitação.
  • A resistência à rifampicina, quando isolada, determina automaticamente a necessidade de regime totalmente oral, baseado exclusivamente em fármacos de segunda linha, sem considerar adjuvância cirúrgica.
  • A manutenção de sintomas intensos nas primeiras 6 semanas é considerada falha definitiva de tratamento, sendo obrigatória a substituição completa do esquema por regime para TB extensivamente resistente.
  • A permanência de cavitação espessa e bronquiectasias adjacentes durante o tratamento inicial contraindica ressecção pulmonar por risco aumentado de dissemitação da doença ativa.
  • Em doença localizada com cavitação persistente, bronquiectasias destrutivas e sintomas refratários, a ressecção pulmonar anatômica (segmentectomia ou lobectomia) pode ser indicada como adjuvante ao tratamento medicamentoso na TB resistente à rifampicina.
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