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#2643832

Praga 'sequestra' computador e pede US$ 3 mil de resgate no Brasil


Arquivos são criptografados com senha de 256 caracteres.

Fraude afeta servidores com Windows e tem origem no leste europeu.




Tela de computador infectado exibe mensagem de 'sequestradores de arquivos'. (Foto: Arquivo Pessoal)
Técnicos de informática estão relatando na web que um golpe comum em outras partes do mundo tem feito diversas vítimas no Brasil: o "sequestro" de computadores e arquivos. Esse tipo de ataque bloqueia o sistema ou codifica os arquivos e documentos armazenados, de modo a impedir o acesso, e exige que a vítima entre em contato com o criador do vírus e faça um pagamento para que uma senha seja liberada. Os relatos apontam que o pagamento exigido tem sido de US$ 3 mil a US$ 9 mil (R$ 6,6 mil a R$ 20 mil). Um fórum on-line da Microsoft contém diversas publicações feitas por técnicos que tiveram contato com sistemas afetados. Os computadores infectados são aparentemente servidores em sua maioria. Há suspeita de que a praga estaria entrando no sistema por meio do protocolo de Área de Trabalho Remota (RDP, na sigla em inglês). Uma brecha corrigida pela Microsoft em 2012 e que permite o acesso via RDP sem uso da senha também poderia estar sendo usada para o ataque, juntamente com outra vulnerabilidade semelhante deste ano. Os identificadores técnicos das falhas na Microsoft são MS12-020 e MS13-029. O computador infectado exibe uma tela de "instruções" para a vítima, que afirma em texto claro que ela está sendo vítima de um golpe e que não há meio de recuperar os arquivos sem realizar o pagamento. De acordo com a ameaça, a senha usada para codificar os arquivos teria 256 símbolos, de tal maneira que tentar todas as alternativas poderia levar milhares de anos. Os arquivos codificados estão no formato WinRAR. Depois que os arquivos são convertidos para esse formato, os originais são removidos do sistema. No nome do arquivo codificado está o endereço de e-mail dos criminosos, que terá de ser contatado para fazer o pagamento e obter a senha. Felippe Barros, especialista em segurança da Logical IT, recebeu um chamado de um cliente que foi vítima do ataque. O computador infectado era um notebook, cujo responsável já havia reiniciado e tentado consertar com soluções antivírus. De acordo com Barros, essa não é a atitude correta. "Se não tivesse reiniciado, a chave de criptografia ainda poderia ser achada na memória", explicou. O dinheiro, três mil dólares, foi solicitado para ser pago pelo serviço PerfectMoney.
Disponível em: <http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2013/07/praga-sequestra-computador-e-pede-us-3-mil-de-resgate-no-brasil.html>. Acesso em: 02 mar. 2017.
Por causa do grande aumento de ameaças online, e buscando esclarecer o público brasileiro que acessa a Internet, o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (cert.br) criou a “Cartilha de Segurança para Internet”. Nela, encontramos diversas definições de formas de vulnerabilidades, golpes, códigos maliciosos e formas de proteção e prevenção contra eles. A definição do caso apresentado na notícia está corretamente descrita em:

  • O caso em questão é denegação de serviço, que é uma técnica pela qual um atacante utiliza um computador para tirar de operação um serviço, um computador ou uma rede conectada à Internet. Quando isto ocorre, todas as pessoas que dependem dos recursos afetados são prejudicadas, pois ficam impossibilitadas de acessar ou realizar as operações desejadas. Nos casos já registrados de ataques, os alvos ficaram impedidos de oferecer serviços durante o período em que eles ocorreram.
  • O caso em questão é de infecção porcavalo de troia, que é um programa que, além de executar as funções para as quais foi aparentemente projetado, também executa outras funções, normalmente maliciosas, e sem o conhecimento do usuário. Também podem ser instalados por atacantes que, após invadirem um computador, alteram programas já existentes para que, além de continuarem a desempenhar as funções originais, também executem ações maliciosas.
  • O caso em questão é deinterceptação de tráfego, que é uma forma de ataque em que se utiliza um programa que executa funções sem o conhecimento do usuário, criptografando os dados, tornando-os inacessíveis e exigindo o pagamento de resgate para liberação da interceptação
  • O caso em questão é deransomware, que é um tipo de código malicioso que torna inacessíveis os dados armazenados em um equipamento, geralmente usando criptografia, e que exige pagamento de resgate para restabelecer o acesso ao usuário.
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