A cidade medieval é, antes de mais nada, uma sociedade da abundância, concentrada num pequeno espaço
em meio a vastas regiões pouco povoadas. Em seguida, é um lugar de produção e de trocas, onde se
articulam o artesanato e o comércio, sustentados por uma economia monetária. É também o centro de um
sistema de valores particular, do qual emerge a prática laboriosa e criativa do trabalho, o gosto pelo negócio e
pelo dinheiro, a inclinação para o luxo, o senso da beleza.
(LE GOFF, Jacques. Cidade. IN: LE GOFF, Jacques e SCHIMIDIT, Jean-Claude. Dicionário temático do Ocidente Medieval. Bauru, SP:
EDUSC; São Paulo, SP: IMPRENSA Oficial do Estado, 2002, p.223, v.I)
O desenvolvimento das cidades na Europa, durante a Segunda Idade Média, deve-se
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