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#2243008

A cidade medieval é, antes de mais nada, uma sociedade da abundância, concentrada num pequeno espaço em meio a vastas regiões pouco povoadas. Em seguida, é um lugar de produção e de trocas, onde se articulam o artesanato e o comércio, sustentados por uma economia monetária. É também o centro de um sistema de valores particular, do qual emerge a prática laboriosa e criativa do trabalho, o gosto pelo negócio e pelo dinheiro, a inclinação para o luxo, o senso da beleza. (LE GOFF, Jacques. Cidade. IN: LE GOFF, Jacques e SCHIMIDIT, Jean-Claude. Dicionário temático do Ocidente Medieval. Bauru, SP: EDUSC; São Paulo, SP: IMPRENSA Oficial do Estado, 2002, p.223, v.I)
O desenvolvimento das cidades na Europa, durante a Segunda Idade Média, deve-se

  • às iniciativas da Igreja Católica, que desde o século X moveu esforços em favor da fixação de núcleos de povoamento, especialmente nas regiões mais periféricas da Europa.
  • à proliferação das universidades, responsáveis pela atração de quantidade significativa de indivíduos que, independente de sua origem socioeconômica, manifestavam interesse pelo contato com novas formas de conhecimento.
  • ao crescimento da produção agrícola, notadamente depois do século XIII, reduzindo a escassez de alimentos e estimulando a crescente população rural a migrar para os já estabelecidos centros urbanos.
  • ao estímulo à mobilidade demográfica campo-cidade, resultante de fatores como a intensificação do comércio continental oriunda de eventos históricos como as cruzadas.
  • às iniciativas de redistribuição da população, adotadas na época pelos então recém-formados Estados Nacionais. Tal redistribuição visava a cumprir duas finalidades: a dinamização econômica e a proteção das fronteiras.
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