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#3309926

As síndromes hipertensivas gestacionais (SHG) caracterizam uma gestação de alto risco ocorrendo em 10 a 22% das gestantes, relacionando-se a intercorrências clínicas materno-fetais. Podem ser classificadas em hipertensão crônica (HC), pré-eclâmpsia/eclâmpsia (PE), pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão crônica (PSHC) e hipertensão gestacional (HG). Nesse cenário, a Fisioterapia desempenha um papel importante, principalmente em gestantes que apresentam hipertensão arterial sistêmica (HAS) antes da gestação, com intervenções que contribuem para que os níveis de pressão arterial sejam controlados. Especificamente sobre a pré-eclâmpsia, é correto afirmar que

  • a determinação da causa exata da pré-eclâmpsia em nada reduzirá as taxas de morbimortalidade materna e perinatal, devendo a equipe de saúde concentrar os esforços no controle dos níveis tensionais.
  • a única “cura”, apesar do impacto clínico significativo da pré-eclâmpsia, é a resolução da gestação, e, mesmo após esta, permanece o risco elevado de doenças cardiovasculares e metabólicas na vida futura dessas mães e de seus filhos.
  • a manifestação de hipertensão arterial é identificada após a 26ª semana de gestação, associada à proteinúria significativa ou disfunção de órgãos-alvo e, pelo menos, dois episódios convulsivos que não possam ser explicados de outra forma.
  • a prescrição de atividade física deve ser feita para aquelas gestantes com níveis tensionais elevados, mesmo na ausência de controle farmacológico, visando ao efeito vasodilatador generalizado e mediado pelo nitrogênio, alcançado por meio da alternância do treino aeróbico e de força.
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