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#3309922

O Brasil passa por uma transição demográfica com envelhecimento populacional, levando a uma maior prevalência de patologias comuns a essa fase da vida. Segundo o IBGE (2018), o número de homens e mulheres com mais de 60 anos aumentou 18% nos últimos cinco anos e, em 2017, somavam mais de 30 milhões. No caso da Doença de Parkinson (DP), sabe-se que o fator de risco mais importante é a idade, seguido por exposição a produtos químicos e poluentes industriais. Essa patologia e seus fatores de risco estão bem detalhados na literatura e foram revisados internacionalmente pelo Global Burden of Dissasse Study de 2016, enfatizando ainda que, entre os distúrbios neurológicos conhecidos e estudados pela ciência, a DP é considerada a que mais cresce em prevalência, incapacidades e mortes ao longo dos anos, o que torna indispensável ao profissional fisioterapeuta apropriar-se de conhecimentos que possibilitem o correto manejo clínico de seus pacientes.
Sobre a Doença de Parkinson , é correto afirmar:

  • Em uma análise fisiopatológica, ocorre uma degeneração dos neurônios localizados no tronco encefálico, destacando-se a degradação, principalmente, daqueles que contêm acetilcolina da camada ventral da parte compacta da substância negra e dos neurônios que contêm norepinefrina do lócus cerúleo.
  • A bradicinesia é uma lentidão generalizada do movimento e está presente no início da DP em, aproximadamente, 80% dos pacientes, sendo descrita pela maioria destes como “fraqueza”, “incoordenação” e “cansaço”, respondendo como a principal causa da incapacidade dessa população.
  • O tremor parkinsoniano está presente em, aproximadamente, 70 a 80% dos pacientes, chegando a 100% com o avançar da doença. Essa manifestação se inicia, unilateralmente, na mão e depois se espalha contralateralmente. O tremor na DP é de movimento, cessando ao repouso, e envolve essencialmente atividades intencionais.
  • Por ser uma patologia que envolve neurônios da substância negra, o comprometimento motor é sinal patognomônico da DP e, durante o acompanhamento clínico, caso surjam manifestações neuropsiquiátricas e não motoras — como disfunção olfativa, constipação, depressão, distúrbio do comportamento do sono e movimentos oculares rápidos — deve-se descartar DP e buscar novos diagnósticos neurogenerativos, a exemplo de doenças desmielinizantes.
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