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#3705609

Paciente de 29 anos, pós-trauma abdominal com ressecção intestinal extensa há 45 dias, apresenta síndrome do intestino curto grave (40 cm de jejuno remanescente, perda total do íleo e válvula ileocecal).
Evolui com diarreia de alto débito (2,5-3,2 L/dia), desnutrição severa (perda de 18 kg, IMC 17,2 kg/m²), hipoalbuminemia (2,1 g/dL), distúrbios eletrolíticos múltiplos (hiponatremia 128 mEq/L, hipocalemia 2,8 mEq/L, hipomagnesemia 1,2 mg/dL) e deficiências de micronutrientes. Múltiplas tentativas de nutrição enteral resultaram em agravamento da diarreia (40-60% aumento do débito) e deterioração clínica. Apresenta jejunostomia terminal e falência intestinal completa.

Sobre esse caso, assinale a opção que apresenta corretamente a decisão da equipe de nutricionistas a ser implementada.

  • Nutrição parenteral periférica com soluções hiposmolares balanceadas (osmolaridade <850 mOsm/L) através de acesso venoso periférico, fornecendo aporte calórico limitado de 800- 1200 kcal/dia temporariamente até estabilização clínica e posterior transição para acesso central, quando as condições permitirem.
  • Nutrição parenteral cíclica noturna (12-14 horas) através de cateter venoso central fornecendo 70-80% das necessidades nutricionais, mantendo concomitantemente estimulação enteral mínima com 10-20 mL/h de solução eletrolítica para preservação da mucosa intestinal.
  • Suspensão temporária de nutrição artificial por 4-6 semanas mantendo apenas hidratação e reposição eletrolítica endovenosa, aguardando adaptação intestinal espontânea antes de reintroduzir gradualmente pequenos volumes de nutrição enteral.
  • Nutrição parenteral suplementar intermitente administrada exclusivamente durante episódios de descompensação clínica severa (desidratação, distúrbios eletrolíticos graves, perda ponderal >5% semanal), suspendendo-a nos períodos de estabilidade clínica.
  • Nutrição parenteral total por meio de cateter venoso central fornecendo aporte calórico-proteico completo (25-30 kcal/kg/dia, 1,5-2,0 g proteína/kg/dia) com monitoramento metabólico rigoroso, incluindo controle glicêmico diário, eletrólitos séricos e função hepática, com ajustes contínuos conforme evolução clínica.
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