Homem de 36 anos, previamente hígido, apresenta dor abdominal
em hipocôndrio direito, aumento progressivo do volume
abdominal e edema de membros inferiores há duas semanas.
Nega febre, consumo de álcool ou uso de drogas ilícitas, mas refere
uso recente de anabolizantes injetáveis.
Nega dispneia ou dor torácica.
Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, sem alterações
cardiopulmonares, porém com hepatomegalia dolorosa, ascite
moderada e colaterais venosas abdominais proeminentes.
A pressão arterial é de 125×80 mmHg, a frequência cardíaca é de
96 bpm e a temperatura é 36,8 °C.
Exames laboratoriais:
• ALT: 420 U/L (VR < 45)
• AST: 380 U/L (VR < 45)
• Bilirrubina total: 3,8 mg/dL (direta 2,4 mg/dL)
• Albumina: 3,0 g/dL
• INR: 1,5
• Plaquetas: 250.000/mm³
• Sorologias virais: HBsAg não reagente, Anti-HBs reagente, Anti-HBc total não reagente; Anti-HAV IgM e IgG não reagentes; Anti-HCV e Anti-HIV não reagentes.
A ultrassonografia com Doppler evidencia ausência de fluxo nas
veias hepáticas direita e média, hipertrofia do lobo caudado e
presença de colaterais intra-hepáticas serpiginosas.
Não há dilatação das vias biliares, nódulos hepáticos nem
trombose da veia porta e/ou esplênica. Vesícula Biliar sem
alterações.
Com base nos achados clínicos e de imagem descritos, o
diagnóstico mais provável é
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