Leia os trechos abaixo.
O principal pressuposto do ensaio se encontra na afirmação de que formulações de tipo reducionista-classista não dão conta do
sentido do episódio revolucionário de outubro de 1930. Concretamente, tratei de demonstrar, a partir do pressuposto que a
queda da Primeira República não correspondeu ao ascenso ao poder nem da burguesia industrial, nem das classes médias,
contraditando assim versões correntes na época que o trabalho foi escrito.
(FAUSTO, Boris. A revolução de 30: Historiografia e história. 16 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, p. 11)
Sob esta perspectiva, pode-se definir um processo revolucionário a partir de 1928 no Brasil, não apenas e porque a prática
política das classes sociais orientou-se sob vários registros de revolução (...) mas sim devido à possibilidade de existência de
uma direção dos acontecimentos cujo suporte, englobando aquilo que as propostas políticas tinham de mais geral, estava
substantivado numa categoria de revolução – a revolução democrático-burguesa.
(DE DECCA, Edgar. 1930: o silêncio dos vencidos. 2 ed. São Paulo: Brasiliense, 1984 p. 79)
Tendo em vista os dois trechos, as interpretações historiográficas sobre os acontecimentos que levaram à chamada “Revolução
de 30” divergem, sobretudo, na análise do papel
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