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#2971883

Considere os seguintes posicionamentos de Bortoni-Ricardo (2005, p. 15), em contraponto com os seus conhecimentos sobre variação linguística e ensino de língua portuguesa, leia os textos a seguir.


TEXTO 01

Se a padronização é impositiva, não deixa de ser também necessária. Ela está na base de todo estado moderno [...]. O problema não parece estar, pois, na existência de um código-padrão, mas no acesso restrito que grandes segmentos da população têm a ele.


TEXTO 02

No caso brasileiro, o ensino da língua culta à grande parcela da população que tem como língua materna – do lar e da vizinhança – variedades populares da língua tem pelo menos duas consequências desastrosas: não são respeitados os antecedentes culturais e linguísticos do educando, o que contribui para desenvolver nele um sentimento de insegurança, nem lhe é ensinada de forma eficiente a língua-padrão.


TEXTO 03

A escola não pode ignorar as diferenças sociolinguísticas. [...] Não se lhes pode negar [aos alunos] esse conhecimento, sob pena de se fecharem para eles as portas, já estreitas, da ascensão social. O caminho para uma democracia é a distribuição justa de bens culturais, entre os quais a língua é o mais importante.

Fonte: BORTONI-RICARDO, Stella Maris. Heterogeneidade linguística e ensino da língua: o paradoxo da escola. In: BORTONI-RICARDO, Stella Maris. Nós cheguemu na escola, e agora? Sociolinguística e educação. São Paulo: Parábola, 2005.


Partindo destes pressupostos, marque a alternativa CORRETA.

  • A democracia prescinde do princípio de inclusão das variedades linguísticas na escola.
  • A desconsideração da variação linguística no ensino de português acarreta a exclusão dos alunos falantes de normas populares e contribui para que eles não aprendam a língua-padrão (ou norma culta).
  • Não compete à escola o compromisso de abordar em suas práticas didático-pedagógicas o fenômeno da variação linguística no ensino de língua portuguesa.
  • Não é importante o ensino de língua-padrão na educação básica.
  • Não existe relação entre um ensino de língua portuguesa sensível à variação linguística e a ascensão social de alunos falantes de normas populares.
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