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#3567681

José Paulo Netto, no texto “Desigualdade, pobreza e serviço social”, publicado na Revista em Pauta (2007), apresenta análises sobre as contradições e as principais inferências econômicas e políticas sobre as ações dos estados. Os elementos teóricos e as explicações sobre a ineficácia, e pouca efetividade, das políticas sociais para o enfrentamento das desigualdades socioeconômicas e da pobreza relativa, que são explicitadas neste texto, também são encontrados nas produções de outros autores que partem da mesma perspectiva de análise social crítica. Sob tais influências, é possível verificar que organizações internacionais, como o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e os demais organismos direcionados pela Organização das Nações Unidas, têm empreendido esforços para ajustarem e/ou equacionarem os problemas advindos dos períodos de crise e pouca acumulação do capital. Entretanto, a defesa de que o crescimento econômico resulta, naturalmente, numa redução drástica da pobreza e das desigualdades socioeconômicas tem se mostrado irrealizável, principalmente porque existem limites estruturais para o alcance de tais objetivos. Nessa direção crítica, considerando as inferências neoliberais sobre as políticas sociais, implementadas ideologicamente para a redução da pobreza relativa e das desigualdades socioeconômicas, é possível afirmar que: 

  • As políticas de infraestrutura e aquelas que visam ampliar o acesso populacional aos equipamentos coletivos de saúde são priorizadas.
  • Os espaços de defesas e controle social das políticas sociais têm sido potencializados e fortalecidos, uma vez que são importantes dispositivos de participação que não contam com as inferências do Estado e das questões econômicas.
  • A ênfase estatal na implementação de políticas sociais para o enfrentamento da pobreza e das desigualdades socioeconômicas é alternativa histórica que substitui a utilização de aparatos repressivos e a criação de legislações mais endurecidas.
  • As ações estatais tornam-se minimalistas e paliativas frente à existência de complexas expressões de uma “questão social” maximizada.
  • Os gastos estatais com as políticas sociais são necessários e indispensáveis para o enfrentamento da pobreza e o findar das desigualdades socioeconômicas, consideradas entraves ao desenvolvimento do capital.
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