Texto 1
A saúde entre dois mundos:
escravos e libertos atuavam como
sangradores e parteiras no século XIX

Aquarela de Jean-Baptiste Debret, 1826.
No Rio de Janeiro do século XIX, os
médicos, cirurgiões e boticários eram em sua
maioria brancos e pertenciam a classes sociais
mais abonadas. Já os sangradores,
05 curandeiros, parteiras e amas de leite eram
quase sempre escravos, libertos e pessoas
livres empobrecidas, entre elas imigrantes e
africanos livres. Era essa população
desfavorecida que tratava dos problemas de
10 saúde mais urgentes de quem precisava, não
importava se ricos ou pobres. Os sangradores
ofereciam seus serviços pelas ruas e praças
das cidades e em lojas de barbeiros, enquanto
as parteiras trabalhavam em ambientes
15 domésticos, cuidando de questões
relacionadas não apenas ao parto, mas
também a abortos e doenças genitais.
“Oficialmente, sangradores e parteiras
deveriam lidar com casos simples de doença e
20 fazer apenas o que médicos ou cirurgiões
mandassem. Porém, a população recorria a
eles porque partilhava de suas concepções de
doença e saúde”, observa a historiadora Tânia
Salgado Pimenta (COC/Fiocruz).
Disponível em: https://www.revistahcsm.coc.fiocruz.br/a-saude-
entre-dois-mundos-escravos-e-libertos-atuavam-
como-sangradores-e-parteiras-no-seculo-xix/. Acesso em: 20 out. 2023.
Fragmento.
Pode-se dizer que a estrutura do Texto 1 é predominantemente: