Uma mãe procura atendimento fonoaudiológico para seu
filho de 2 anos e 6 meses, relatando que ele "fala poucas
palavras e ainda não forma frases", enquanto crianças
da mesma idade no convívio da família já conversam. A
avaliação fonoaudiológica visa diferenciar um atraso
transitório de um transtorno que exige intervenção
imediata, considerando os processos normativos do
desenvolvimento. Sobre os marcos do desenvolvimento
da linguagem e suas possíveis alterações nesta faixa
etária, analise as afirmativas a seguir.
I.Nesta fase, é esperado o início da combinação de duas
palavras para formar frases rudimentares (e.g., "qué aua"
para "quero água"), um marco conhecido como "fala
telegráfica". A ausência dessa habilidade, associada a
um vocabulário expressivo inferior a 50 palavras, é um
sinal de alerta para um possível atraso no
desenvolvimento da linguagem.
II.A principal alteração a ser investigada é um transtorno
fonológico, caracterizado pela produção inadequada dos
pontos articulatórios dos fonemas. A conduta terapêutica
deve focar-se exclusivamente na instalação dos fonemas
ausentes, pois a correção articulatória é pré-requisito
para a expansão do vocabulário.
III.Um vocabulário restrito nesta idade é frequentemente
causado por um déficit no aspecto pragmático da
linguagem, indicando que a criança não compreende as
funções sociais da comunicação. Portanto, a avaliação
deve se concentrar em testes que meçam a intenção
comunicativa, já que a normalização da pragmática leva
automaticamente à expansão da sintaxe.
Está correto o que se afirma em:
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