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#2256273
Texto da Questão:

Atenção: Para responder à questão, considere o caso hipotético abaixo. 

    Tom tem 5 anos e 4 meses e está em início de avaliação fonoaudiológica. Em seus registros iniciais, Cristina, a fonoaudióloga, faz as seguintes considerações: 

    Tom foi encaminhado para avaliação de linguagem por apresentar atraso na aquisição da linguagem oral. Já fez terapia fonoaudiológica anteriormente por apresentar sialorreia e ausência de fala. Nesse trabalho, a terapeuta enfocou principalmente aspectos ligados às funções de sucção, mastigação, deglutição, tendo observado significativa evolução. O mesmo não ocorreu em relação à fala, daí o encaminhamento para nova avaliação. No que se refere ao sistema miofuncional, pude constatar que, quando distraído, Tom não engole a saliva, que escorre pelo canto da boca, sem que ele se incomode ou tente evitar. Também não limpa o queixo quando o líquido por ali escorre, demonstrando pouca atenção ou falta de sensibilidade nessa região. Quando solicitado a engolir a saliva acumulada antes que escorra, nem sempre o faz. Dificuldade ou não aceitação do pedido? 
    Do ponto de vista dialógico, Tom é uma criança com intenções comunicativas; não se inibe frente a uma pessoa desconhecida que se lança a conversar com ele, mas também não se mostra interessado em se fazer compreendido. Fala poucas palavras e vocaliza sem precisão articulatória. Suas vocalizações são indiferenciadas e ele não se importa se o interlocutor está de fato interpretando corretamente o que diz. É vivaz, inteligente e sorridente. Cativa por esse seu jeito, mas não evolui num diálogo.
    Nos momentos em que observei diálogo entre mãe e filho, há interpretação da mãe para qualquer pouca vocalização do filho, ainda que esta vocalização não dê pistas de tudo que a mãe demonstrou compreender. Tom tem capacidade de produzir aleatoriamente fonemas plosivos, fricativos e sibilantes, mas articula corretamente em palavras apenas os plosivos. 

A partir dos dados já observados, na continuidade do processo de avaliação, é esperado que a fonoaudióloga

  • compreenda a origem das alterações, se funcional ou neurológica, pois as estratégias de trabalho são diferenciadas, dentro da mesma abordagem dialógica.
  • compreenda a origem das alterações, se funcional ou neurológica, pois a abordagem terapêutica é diferente dependendo da natureza do problema.
  • reinicie, de imediato, o trabalho miofuncional, pois ele é imprescindível e anterior a qualquer outra etapa do trabalho.
  • encaminhe para avaliações foniátrica, neurológica, audiológica e psicológica, sem as quais sua avaliação e plano terapêutico estão comprometidos.
  • realize, anteriormente ao processo terapêutico, um trabalho de acolhimento e orientação à família no sentido de modificar os padrões dialógicos que têm sido prejudiciais ao desenvolvimento de linguagem da criança.
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