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#3720056
Texto da Questão:

Texto para a questão:


Bambu japonês

(Ramires Linhares)


    Conhece o bambu japonês, meu leitor, minha leitora? Essa planta tem uma história curiosa e cheia de ensinamentos.

    Quando a semente é plantada, nada de espetacular acontece à primeira vista. Durante os primeiros cinco, seis anos, a planta concentra toda a sua energia no desenvolvimento das raízes. Elas crescem profundamente, criando uma base forte para sustentar o que virá depois. Nesse período, quem olha de fora pode até achar que “não deu certo”.

    Quando o bambu finalmente rompe a terra, ele pode crescer vários metros em poucas semanas. Em algumas espécies, chega a quase um metro por dia. Todo aquele tempo “parado” era, na verdade, um investimento silencioso para garantir que, quando viesse a hora, o crescimento fosse firme, saudável e duradouro.

    E tem mais: depois que atinge sua altura, o bambu continua sendo uma planta resistente e flexível. Ele é usado para construir casas, móveis, artesanatos e até como alimento, pois seus brotos são comestíveis. Ele é fino, mas incrivelmente forte, justamente por causa de suas raízes.

    Isso rende uma boa metáfora, não?

    Na vida, hoje está difícil vermos pessoas “bambus”. Todos querem resultados ontem: dieta na segunda, barriga tanquinho na terça; abrir um negócio hoje e ficar rico amanhã; postar um vídeo mequetrefe e colher likes na hora.

    Mas, se pensarmos bem, pode haver um pouco desse bambu na gente. Quantas vezes estamos ali, batalhando, estudando, levando umas porradas e nada parece acontecer? Pois é. Pode ser o nosso “período raiz” agindo, invisível, fundamental.

    Quando chega a hora certa, assim como o bambu, a gente cresce de um jeito surpreendente. É quando o mundo olha e diz: “Nossa, foi de repente!”.

    De repente, nada! Foram anos de raiz, de espera e de café forte para aguentar.

    Perseverança é isso: acreditar que, no fundo (da terra ou do coração), algo bom está se preparando para florescer.



Disponível em: https://diariodosul.com.br/colunistas/ramires-linhares/bambu-japones-37483 

De acordo com o texto, um observador, nos primeiros anos de um bambu, pode achar que esse último “não deu certo”, pois:

  • A planta se espalha por uma grande área, contaminando todo o ecossistema.
  • A planta concentra toda a sua energia de crescimento nas partes que não estão à vista, abaixo do solo.
  • A planta secreta substâncias que deveriam afastar os predadores, mas acabam por afastar também os polinizadores.
  • A planta concentra toda sua energia nas raízes que, por serem aéreas, acabam por alimentar pássaros e coalas.
  • Nenhuma das alternativas anteriores.
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