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#1990356

Em 1981, com a implantação do Estado de Rondônia, o poema "Céus do Guaporé", composto na década de 1940, quando da criação do Território Federal do Guaporé, tornou-se o hino da nova unidade da Federação. 


Quando nosso céu se faz moldura

Para engalanar a natureza

Nós os Bandeirantes de Rondônia

Nos orgulhamos

De tanta beleza


Como sentinelas avançadas

Somos destemidos pioneiros

Que dessas paragens de um poente,

Gritam com força,

Somos Brasileiros


Dessa fronteira

De nossa Pátria

Rondônia trabalha febrilmente

E nas oficinas

E nas escolas

A orquestração empolga toda gente

Braços e mentes,

Forjam cantando

A apoteose

Deste rincão

E com orgulho, exaltaremos

Enquanto nos palpita o coração


Azul, nosso céu é sempre azul

Que Deus o mantenha sem rival

Cristalino muito puro

E conserve sempre assim

Aqui, toda vida se engalana

De beleza tropical,

Nosso lagos, nossos rios

Nossas matas, tudo enfim. 


As afirmativas a seguir descrevem corretamente a dimensão identitária expressa pelo hino, à exceção de uma. Assinale-a: 

  • O poema associa a identidade dos rondonienses aos bandeirantes, no contexto de criação do Território Federal do Guaporé e do projeto de integração territorial do Estado Novo, conhecido como “Grande Marcha para o Oeste”.
  • A referência às "escolas e oficinas" é uma homenagem a Porto Velho, cidade associada aos barracões de oficinas da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e símbolo do caráter industrial e moderno que marca o início do século XX.
  • A natureza tropical dos "lagos, rios e matas" valoriza a cultura rural do interior do Estado e enfatiza a agropecuária e a piscicultura que, desde os anos de 1940, seriam o carro-chefe da economia rondoniense.
  • A segunda estrofe indica o papel da região em relação à defesa e à consolidação das fronteiras territoriais, qualificando os rondonienses como "sentinelas" e "pioneiros", e culminando na afirmação “somos brasileiros”.
  • A oficialização do poema como hino do Estado, no contexto do alargamento das fronteiras agrícolas, atualiza o espírito bandeirante e pioneiro, agora associado à migração promovida pelo nascente agronegócio.
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