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#3671491
Texto da Questão:

Texto 2


Abaixo, lê-se um trecho do poema Aspirações, de Gilka Machado, no qual foram retirados os acentos indicativos de crase.

 

Eu quisera viver

como os passarinhos:

cantando a beira dos caminhos,

cantando ao sol, cantando aos luares,

cantando de tristeza e de prazer,

sem que ninguém ouvidos desse aos meus cantares.

 

Eu quisera viver em plenos ares,

numa elevada trajetória,

numa existência quase incorpórea.

viver sem rumo, procurar guarida

a noite para, em sono, o corpo descansar,

viver em voos, de corrida

roçar apenas pela vida!

 

Eu quisera viver sem leis e sem senhor,

tão somente sujeita as leis da natureza,

tão somente sujeita aos caprichos do amor…

viver na selva acesa pelo fulgor solar,

o convívio feliz das mais aves gozando,

viver em bando,

a voar, a voar.

 

Eu quisera viver cantando como as aves

em vez de fazer versos,

sem poderem assim os humanos perversos

interpretar perfidamente meu cantar.

 

Eu quisera viver dentro da natureza,

sufoca-me a estreiteza

desta vida social a que me sinto presa.

Diante

de uma paisagem verdejante,

diante do céu, diante do mar,

esta minha tristeza

por momentos se finda

e desejo sofrer a vida ainda

e fico a meditar:

como os homens são maus e como a terra é linda!

 

Certo não fora assim tão triste a vida

se, das aves seguindo o exemplo encantador,

a humanidade livremente unida,

gozasse a natureza, a liberdade e o amor.

 

[…]

 

MACHADO, Gilka. Poesia completa. São Paulo: Selo Demônio Negro, 2017. p. 138-140.

No Texto 2, no verso “Certo não fora assim tão triste a vida”, observe o uso do “fora” e assinale a alternativa correta.

  • Neste verso, o termo “fora” funciona como advérbio de exclusão.
  • O verbo “fora” está empregado no pretérito perfeito do modo indicativo, indicando uma ação concluída no passado.
  • O verbo “fora” deveria flexionar-se no plural, acompanhando “os passarinhos”, para manter a concordância com o sujeito composto do verso anterior.
  • O uso do verbo “fora” representa um arcaísmo sem valor expressivo, utilizado de forma equivocada semanticamente no poema.
  • O verbo “fora” está empregado no pretérito mais-que-perfeito, o que reforça o caráter reflexivo e idealizado do poema.
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