A experiência da paternidade, ao longo da
história, foi marcada por uma formação
menos sistematizada do que a maternidade.
Enquanto as mulheres, desde cedo, são
socialmente educadas para exercer o papel
de mãe, os homens acabam construindo sua
identidade paterna de maneira improvisada,
baseada em vivências pessoais, erros e
acertos. Essa ausência de um modelo rígido
resulta em múltiplas formas de ser pai, cada
uma marcada por singularidades,
contradições e afetos próprios.
Nesse sentido, o pai não se configura como
uma figura padronizada, mas como alguém
que se constitui na relação com os filhos e
com o contexto social em que está inserido.
Tal diversidade não diminui sua importância;
ao contrário, revela a riqueza e a
complexidade do exercício da paternidade na
contemporaneidade.
No desenvolvimento do texto, a autora
sustenta a tese de que não existe um modelo
único de paternidade, utilizando, como
estratégia argumentativa predominante,
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