Stephen Hawking sempre foi conhecido pela sua dedicação incondicional ao trabalho. Apenas duas semanas antes da sua morte (ocorrida em 14/03/2018), aos
76 anos, o físico britânico terminou seu último artigo
científico. E não foi coisa pequena. Ele estabeleceu
toda a base teórica para descobrirmos um universo
paralelo e, de quebra, previu o fim do nosso Universo.
O conteúdo do artigo afirma que é possível encontrar evidências de um universo paralelo ao nosso (ou
vários) através da datação de radiação no espaço
profundo. Para confirmar a hipótese, seria necessário
enviar uma sonda espacial para coletar as evidências.
Em 1983, Hawking descreveu que nosso Universo está
em uma eterna expansão a partir de um pequeno
ponto no espaço. Só que, para a tese fazer sentido,
era necessário que o nosso Big Bang fosse acompanhado por infinitos outros, produzidos em diferentes
universos. Foi a partir disso que surgiu a hipótese do
cientista sobre o multiverso e que culminou no último
estudo da sua vida – ele também abordou o nosso fim:
desaparecer eventualmente na escuridão à medida
que todas as estrelas esgotarem sua energia.
Stephen Hawking nunca escondeu que desejava
ganhar um Nobel, chegando até a falar sobre isso
abertamente em palestras. Caso consigam comprovar
a teoria dos universos paralelos, ele certamente seria
digno da honraria que tanto almejou. Infelizmente, as
regras do Nobel não permitem premiações póstumas.
Uma das portas para universos paralelos, ele acreditava, seriam os buracos negros. “Se você cair em um
buraco negro, não desista. Existe uma forma de sair de
lá”, afirmou o físico em uma conferência no Instituto
Real de Tecnologia de Estocolmo, como uma metáfora
para a depressão.
No início de 2017, um grupo de cientistas de todo
o mundo se uniram com um objetivo em mente:
captar uma imagem do buraco negro supermassivo
Sagittarius A* (o asterisco se pronuncia “estrela”).
Quase um ano depois, os dados foram coletados e
começaram a ser analisados pelos pesquisadores.
Chamada de Event Horizon Telescope (EHT), ou
Telescópio do Horizonte de Eventos, a iniciativa usa
tecnologias de ponta para fotografar o buraco negro
em questão, que fica no centro da Via Láctea e possui
quatro milhões de vezes a massa do Sol.
Após coletadas, as informações foram enviadas para
análise no MIT, nos Estados Unidos, e o Instituto Max
Planck de Astronomia, na Alemanha. As equipes das
duas instituições estudarão os dados coletados e compararão suas conclusões entre si. Só então a fase final
da análise das observações terá início, o que significa
que é possível que, ainda em 2018, tenhamos a primeira imagem de um buraco negro.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e
as falsas ( F ), com base no texto 1.
( ) As palavras “físico”, “britânico”, “teórica”,
“último” e “científico” (1º parágrafo) seguem
a mesma regra de acentuação gráfica: são
proparoxítonas.
( ) Em “ele também abordou o nosso fim: desaparecer eventualmente na escuridão […]”
(2o
parágrafo), o sinal de dois-pontos é usado
para introduzir um esclarecimento acerca do
termo precedente “o nosso fim”.
( ) Em “ele certamente seria digno […]” e
“Infelizmente, as regras do Nobel não permitem […]” (3º parágrafo), as palavras sublinhadas expressam circunstâncias acerca do modo
como as ações verbais aconteceram.
( ) Em “Foi a partir disso que surgiu a hipótese
do cientista sobre o multiverso” (2º parágrafo),
os elementos sublinhados expressam ênfase
e podem ser retirados da frase sem alterar a
relação sintática entre os termos da oração.
( ) Em “Se você cair em um buraco negro, não
desista” (4º parágrafo), a conjunção sublinhada introduz uma oração subordinada
adverbial condicional, podendo ser substituída adequadamente por “Caso”.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta,
de cima para baixo.
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