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Foi encontrada 1 questão.
#2256276
Texto da Questão:

Atenção: Para responder à questão, considere o caso hipotético abaixo. 

    Tom tem 5 anos e 4 meses e está em início de avaliação fonoaudiológica. Em seus registros iniciais, Cristina, a fonoaudióloga, faz as seguintes considerações: 

    Tom foi encaminhado para avaliação de linguagem por apresentar atraso na aquisição da linguagem oral. Já fez terapia fonoaudiológica anteriormente por apresentar sialorreia e ausência de fala. Nesse trabalho, a terapeuta enfocou principalmente aspectos ligados às funções de sucção, mastigação, deglutição, tendo observado significativa evolução. O mesmo não ocorreu em relação à fala, daí o encaminhamento para nova avaliação. No que se refere ao sistema miofuncional, pude constatar que, quando distraído, Tom não engole a saliva, que escorre pelo canto da boca, sem que ele se incomode ou tente evitar. Também não limpa o queixo quando o líquido por ali escorre, demonstrando pouca atenção ou falta de sensibilidade nessa região. Quando solicitado a engolir a saliva acumulada antes que escorra, nem sempre o faz. Dificuldade ou não aceitação do pedido? 
    Do ponto de vista dialógico, Tom é uma criança com intenções comunicativas; não se inibe frente a uma pessoa desconhecida que se lança a conversar com ele, mas também não se mostra interessado em se fazer compreendido. Fala poucas palavras e vocaliza sem precisão articulatória. Suas vocalizações são indiferenciadas e ele não se importa se o interlocutor está de fato interpretando corretamente o que diz. É vivaz, inteligente e sorridente. Cativa por esse seu jeito, mas não evolui num diálogo.
    Nos momentos em que observei diálogo entre mãe e filho, há interpretação da mãe para qualquer pouca vocalização do filho, ainda que esta vocalização não dê pistas de tudo que a mãe demonstrou compreender. Tom tem capacidade de produzir aleatoriamente fonemas plosivos, fricativos e sibilantes, mas articula corretamente em palavras apenas os plosivos. 

Já em atendimento, a fonoaudióloga Cristina se deparou com uma demanda escolar. A professora estava preocupada porque muito possivelmente Tom não conseguiria ser alfabetizado. Em relação ao processo de aquisição da escrita,

  • não há porque ter receio em relação à alfabetização de Tom. Nada deve ser diferenciado para ele para que não se sinta excluído da classe. O mais importante nesse momento é a convivência social e o que ele for capaz de escrever. O domínio virá com o tempo.
  • isso é de fato um problema para Tom que deve ser alfabetizado apenas pelo método fonético, que aperfeiçoará sua consciência sobre os sons e sua correspondência grafêmica. O trabalho terapêutico seguirá na direção da consciência fonológica.
  • é certo que Tom terá muitos problemas em ser alfabetizado, talvez levando muitos anos para que isso aconteça efetivamente. Deste modo, é importante que ele seja inserido na política de inclusão educacional.
  • é fato que a criança no início do processo de alfabetização se apoia em sua oralidade e isso é um problema para Tom, mas tanto a escola quanto o trabalho terapêutico devem trabalhar com estratégias que o levem a se valer da natureza visual da escrita.
  • o melhor para Tom é que passe a ter ensino domiciliar, ao menos nesse período de alfabetização que será bastante penoso para ele. Em casa, com atenção integral de um educador experiente ele poderá aprender no seu ritmo sem pressões que possam prejudicar seu desenvolvimento.
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