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#3704132

Um paciente de 58 anos, portador de cardiomiopatia chagásica crônica com disfunção ventricular grave e um cardiodesfibrilador implantável (CDI) para prevenção primária, é admitido na emergência com múltiplos choques apropriados do dispositivo nas últimas 6 horas. Ao exame, está consciente, ansioso, sudoreico, com pressão arterial de 88x60 mmHg e frequência cardíaca de 160 bpm, com pulso irregular. O monitor mostra taquicardia ventricular polimórfica. Qual é a conduta farmacológica de primeira linha para a supressão da arritmia neste quadro de tempestade elétrica?

  • A infusão intravenosa de amiodarona, associada à sedação e otimização dos distúrbios eletrolíticos, visando à estabilização elétrica e hemodinâmica.
  • A utilização de lidocaína em bolus seguido de infusão contínua, por ser o antiarrítmico de escolha para arritmias ventriculares isquêmicas.
  • A cardioversão elétrica externa sincronizada seriada, evitando-se o uso de antiarrítmicos devido ao risco de pró-arritmia na presença de disfunção ventricular grave.
  • A administração de um betabloqueador intravenoso, como o metoprolol, para reduzir o tônus simpático, que é o principal gatilho da arritmia.
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