No decorrer do século XX, o Brasil foi vivendo processos de urbanização articulados à diversificação
de sua economia, em relação estreita com o contexto
internacional, processos que foram demandando, mais
e mais, a educação escolar para pessoas comuns.
Libâneo, Oliveira e Toschi (2010) analisam a história
da estrutura e da organização do sistema de ensino no
Brasil, a qual “reflete as condições socioeconômicas
do país, mas revela, sobretudo, o panorama político de
determinados períodos históricos”. Os autores observam
que essa “análise pode ser feita com base em pares conceituais, díades que expressam tensões econômicas,
políticas, sociais e educacionais de cada período: centralização/descentralização; qualidade/quantidade; público
privado. Elas se articulam e cada qual ganha destaque
de acordo com o contexto político e os projetos sociais
mais amplos em disputa. Em relação à díade qualidade/
quantidade, no contexto atual, esses autores analisam
que, na reflexão e no debate sobre a educação elementar, os educadores têm caracterizado o termo qualidade
com os adjetivos social e cidadã – isto é, qualidade
social, qualidade cidadã para diferenciar o sentido que as
políticas dão ao termo. Para Libâneo, Oliveira e Toschi,
essa questão
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