Leia os seguintes trechos.
I. Atualmente, é possível perceber um lento processo de
recuperação dessa condição pós ou anti-arquivística. Talvez
essa leitura seja otimista demais e este é o momento de
confessar que acredito que arquivos são algo positivo. Mas
penso que, à medida que os historiadores aprendem a operar
com uma concepção mais ativa de arquivo, o “arquivo” deixa
de ser um lugar físico onde se depositam documentos e passa
a ser reconhecido como um recurso retórico, utilizado para
responder às nossas perguntas de pesquisa.
Adaptado de Zachariah, Benjamin. Travellers in archives, other possibilities of apostpost-archival historiography. Práticas da História, n.º 3, 2016, p. 14.
II. Sugiro que, antes de usarmos o arquivo, devemos apreciar sua
natureza intrinsecamente histórica. Por mais óbvio que isso
pareça, compreender essa historicidade é extremamente útil
ao investigar e refletir sobre o passado. Alguns já descreveram
o arquivo como a torre inexpugnável do colonialismo, de onde
se difunde automaticamente toda forma de dominação. Mas a
realidade é mais complexa e interessante: o arquivo é uma
construção humana, incompleta e imperfeita, que oscila
constantemente entre entropia e expansão. É, sem dúvida, um
lugar de poder, mas também um espaço onde o poder se
desorienta.
Adaptado de Masters, Adrian. Cómo usar un archivo colonial: reflexiones
metodológicas sobre el Archivo General de Indias en la elaboración de nuevas
visiones del pasado, 2024, p.346 Assinale a opção que indica corretamente o que se exprime nos
trechos sobre a significação dos arquivos.
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