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#2057130

Paciente do sexo masculino, de 63 anos de idade, natural e residente em São Paulo, está internado em um hospital de nível terciário com diagnóstico de Adenocarcinoma gástrico. Refere dor retroesternal, disfagia para sólidos e líquidos, náuseas e vômitos, perda ponderal de 15 Kg nos últimos três meses. Ao exame físico apresenta massa palpável em região epigástrica, ascite, linfonodos palpáveis na região supraclavicular esquerda e nodulação em região umbilical. Após realização de todos os procedimentos para estadiamento, foi indicada gastrectomia total, com ressecção linfonodal. Refere ser tabagista há 45 anos, com consumo diário de 20 cigarros.


Após realização da gastrectomia total, foi encaminhado à UTI (unidade de terapia intensiva) com sonda nasoenteral e vesical, entre outros dispositivos.


Tendo o caso hipotético acima como referência, responda:


A infecção do trato urinário (ITU) é uma das causas prevalentes de IRAS (Infecção Relacionada à Saúde) de grande potencial preventivo, visto que a maioria está relacionada à cateterização vesical. Sobre o cateterismo vesical demora é CORRETO afirmar:

  • O tempo de permanência da cateterização vesical é o fator crucial para colonização e infecção (bacteriana e fúngica). A contaminação poderá ser intraluminal ou extraluminal (biofilme), o fator essencial para determinar a virulência bacteriana é a adesão ao epitélio urinário, colonização intestinal, perineal e o cateter.
  • Há evidências científicas que o uso de sondas impregnadas com prata ou antibiótico diminui o risco de infecção, assim como. Cateteres de silicone mostram menor tendência a apresentar incrustações.
  • O teste do balonete pode ser realizado em um dos seguintes momentos: 1) antes de dispor o material no campo estéril: aspira-se a água destilada e testa-se o balonete, segurando a sonda dentro do pacote, expondo apenas o local de preenchimento do balonete; 2) após a inserção da sonda estéril na uretra: colocando a seringa e a sonda no campo estéril, a água destilada na cuba rim. Aspira-se a água destilada e testa-se a integridade do balonete. Tratamento de pacientes do sexo feminino com lesão por pressão grau II com cicatrização comprometida pelo contato pela urina.
  • Deve-se observar drenagem de urina pelo cateter e/ou sistema coletor antes de insuflar o balão para evitar lesão uretral, que deverá ficar no nível da bexiga, sem contato com o chão, atentando-se para manter o fluxo desobstruído. O cateterismo de demora tem como característica ter menor risco infeccioso quando comparado ao cateterismo intermitente ou drenagem suprapúbica.
  • A troca de todo o sistema deve ser feita quando ocorrer desconexão, quebra da técnica asséptica, vazamento e quando a manutenção do cateter for por período superior a 7 dias.
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