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#1654330

No prefácio à edição italiana do livro “O Queijo e os Vermes”, Carlo Ginzburg faz críticas a Michel Foucault e seus colaboradores, em virtude da análise por eles realizada acerca do processo contra Pierre Rivière, camponês que havia assassinado sua mãe e seus irmãos na França do século XIX. Considerando que há aproximações entre as duas obras do ponto de vista da tipologia dos documentos analisados, pode-se afirmar que a maior diferenciação entre elas reside no ferramental teórico-metodológico mobilizado por esses historiadores. Assinale a letra que corresponde a essas diferenças paradigmáticas de interpretação e narração do passado.

  • Para Foucault, os vestígios do acontecimento que chegaram ao presente do historiador possibilitam a aproximação do real e sua apreensão.
  • Ginzburg quer destacar o silêncio a que eram submetidos os acusados pela Inquisição, e como os discursos dirigidos sobre eles pelas autoridades eclesiásticas apagaram seus rastros.
  • Para Foucault, cabe ao historiador, sujeito da razão, a tarefa de desnudar a essência do acontecimento, libertando o evento das interpretações parciais e simplificadoras veiculadas pelos acusadores.
  • Ginzburg busca interpretar e explicar os fatos ocorridos, integrando-os a uma totalidade, enquanto Foucault expõe diferentes discursos sobre esses acontecimentos sem emitir opinião própria de maneira direta.
  • Segundo o paradigma moderno, não é possível a reconstituição do passado, levando-se em consideração a subjetividade do historiador e seu pertencimento a um dado presente. Do ponto de vista dos estudos pós-modernos, a fonte é um meio de acesso a um dado contexto histórico, que pode ser iluminado e compreendido através dos acontecimentos.
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