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#2243028

A coroa portuguesa instituiu o Estado do Maranhão independente do Estado do Brasil. Conforme Carta Régia de junho de 1621, o Estado do Maranhão abrangeu o vasto território do Ceará até as margens do Rio Oiapoque. Extinto em 1652 e restaurado em 1654, perdeu o Ceará, em 1656, e tomou nova forma em 1774, com o nome de Estado do Maranhão e Grão-Pará.

(LACROIX, Maria de Lourdes Lauande. A fundação francesa de São Luís e seus mitos. São Luís: Editora UEMA, 2008, p.63)


O período da organização administrativa do Maranhão, destacado no texto acima,

  • caracterizou-se pelo desenvolvimento de uma economia de subsistência pouco diversificada, o que pôde ser constatado em estudos a respeito da produção nas fazenda dos jesuítas, por ocasião de sua expulsão.
  • evidenciou que a Coroa investiu no Estado, permitindo a formação da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão, alavancando a economia , em um cenário internacional propulsor.
  • pressupôs que o Estado sofreu retração econômica, causada pelo prolongamento das guerras napoleônicas e pelas revoltas dos escravos antilhanos, prejudicando o escoamento do algodão maranhense para a indústria têxtil inglesa.
  • definiu-se pela modernização do padrão antiquado da produção, ampliando os negócios complementares e organizando o trabalho em conformidade com a mentalidade capitalista do Velho Mundo.
  • mostrou que a produção de arroz e de algodão esteve restrita ao abastecimento da população local, tornando-se um produto do comércio internacional apenas após a independência do Brasil e integração do Estado ao território brasileiro.
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