“Em suma, entendida assim, a “responsabilidade”
não fixa fins, mas é a imposição inteiramente formal de
todo o agir causal entre seres humanos, dos quais se
pode exigir uma prestação de contas. Assim, ela é pré-condição da moral, mas não é a própria moral. O
sentimento que caracteriza a responsabilidade – não
importa se pressentimento ou reação posterior – é de
fato moral (disposição de assumir seus atos), mas em
sua formalidade pura não é capaz de fornecer o
princípio efetivo para a teoria ética, que em primeira e
última instância tem a ver com a apresentação,
reconhecimento e motivação de finalidades positivas
para o bonum humanu (PV, p. 174, grifos do autor). (...)
[O porquê da responsabilidade, afirma Jonas] (...)
encontra-se fora de mim, mas na esfera de influência
do meu poder, ou dele necessitando ou por ele
ameaçado. Ao meu poder ele contrapõe o seu direito
de existir como é ou poderia ser [...]” (PV, p. 174-175).
O termo Ética, que em sua origem grega tem
duas grafias diferentes (éthos - com “e” curto,
épsilon, e êthos - com “e” longo, eta), denota no
pensamento de Aristóteles, de modo bastante
simplificado, dois grandes modos de
aprendizado típicos do gênero humano, a saber,
seja aquilo que se aprende fazer por
familiaridade, dos usos e costumes ou uma
habilidade adestrada pelo fazer cotidiano, mas
também denota um saber fazer que se aprende
por preceituação da razão, que antecede a
própria experiência.
Com base nesta afirmação, assinale a
alternativa incorreta.
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