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#3668565

Homem, 62 anos, hipertenso há 15 anos, em uso de losartana 100 mg/dia, anlodipino 10 mg/dia e hidroclorotiazida 25 mg/dia. Refere adesão adequada, dieta hipossódica relativa, não consome álcool, mas apresenta obesidade (IMC 33 kg/m²) e apneia obstrutiva do sono, em tratamento irregular com CPAP. Na consulta, PA: 164/98 mmHg em repouso.

Exames adicionais:  Potássio sérico: 3,2 mEq/L.  Creatinina: 1,2 mg/dL.  Aldosterona plasmática elevada com renina suprimida.  Ecocardiograma: hipertrofia ventricular esquerda concêntrica.  Microalbuminúria positiva.
Qual é a conduta mais apropriada para o caso?

  • Aumentar a dose da hidroclorotiazida para 50 mg/dia, visto que o aumento da diurese costuma normalizar a pressão arterial resistente em pacientes obesos.
  • Associar espironolactona, após confirmação do diagnóstico de hiperaldosteronismo primário, mantendo os demais anti-hipertensivos sem alteração.
  • Suspender o antagonista da angiotensina II e substituir por betabloqueador não seletivo, visto que o hiperaldosteronismo não responde ao bloqueio do sistema renina-angiotensina.
  • Realizar investigação complementar com cateterismo de veias adrenais para lateralização, considerando possibilidade de tratamento cirúrgico, mas iniciar bloqueio mineralocorticoide já neste momento.
  • Substituir a espironolactona por eplerenona desde o início, uma vez que a espironolactona aumenta risco de nefrotoxicidade e é contraindicada em hipertensos com microalbuminúria.
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