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#2243007

Ao longo do século III a. C., a costa da Itália tornou-se uma potência marítima e enfrentou, com sucesso, o domínio da marinha cartaginesa (também chamada de púnica) no mar ocidental, em duas sangrentas guerras. A segunda guerra púnica foi particularmente violenta. Os cartagineses, que haviam sido expulsos do mar, voltaram sua atenção para a península ibérica e suas ricas fontes de metais. De lá lançaram um ataque por terra à própria Itália, comandados por Aníbal. O general cartaginês permaneceu 15 anos em terras italianas, sem conseguir romper a aliança romana. (GUARINELLO, Norberto Luiz.História Antiga. São Paulo: Contexto, 2013, p.128)
As Guerras Púnicas foram enfrentamentos entre Roma e Cartago, nos anos de 264 a.C. a 146 a.C. Essas guerras foram marcadas

  • pelo choque das políticas expansionistas romana e cartaginesa, cujo primeiro confronto se deu com a conquista de Messina por Roma, o que colocou em evidência a disputa da Sicília pelas duas potências.
  • pelo apoio das cidades da Magna Grécia, antigas aliadas de Roma, à ocupação cartaginesa no território romano, possibilitando assim numerosas vitórias aos descendentes dos fenícios nos primeiros combates.
  • pela aliança militar entre romanos e egípcios, decisiva para a ocupação do norte da África pelo exército romano e posterior conquista e destruição da cidade de Cartago, bem como para a escravização de seus habitantes.
  • pelo constante apoio dos fenícios, interessados no controle sobre o comércio no mediterrâneo, aos cartagineses. Esse apoio conduziu Roma a uma violenta campanha militar para a ocupação do território fenício.
  • pelo fato de todas as batalhas terem sido travadas no mar Mediterrâneo, o que garantiu aos romanos a superioridade bélica necessária à imposição de sucessivas derrotas aos cartagineses.
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