Diante da expectativa de afirmar ou negar, com segurança, a ocorrência da violência sexual praticada contra
a criança ou o adolescente, alguns profissionais apostam
na inquirição da vítima. Recorrendo à diferenciação entre
inquirir e ouvir, Azambuja (In: Revista Serviço Social e
Sociedade, nº 115, 2013) defende a ação interdisciplinar,
com ênfase à perícia realizada por profissionais de diversas áreas, como instrumento capaz de produzir a prova
e de garantir a dignidade e o respeito à vítima. A autora
afirma que, enquanto a inquirição renova o sofrimento
da criança, sem garantir a credibilidade esperada pelo
sistema criminal, a perícia, nos moldes propostos, possibilita conhecer a situação vivida pela criança e sua família, permitindo a busca
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