Durante o período da ditadura civil-militar, não foram poucos os conglomerados, nacionais e estrangeiros, que, com
apoio – inclusive financeiro – do governo federal, promoveram
a derrubada da floresta, a formação de latifúndios e toda a sorte de danos ambientais e sociais na Amazônia brasileira, com
a exploração indiscriminada de trabalhadores escravizados. À
época, já se enunciava uma suposta contradição: empresas
que investiam e desenvolviam tecnologia avançada em sua
produção, como a Volkswagen, utilizavam-se de trabalho escravo para, de maneira rudimentar, promover a derrubada da
floresta e o preparo de pastagens.
(CAVALCANTI, Tiago Muniz. Trabalho escravo contemporâneo:
hoje, o mesmo de ontem. Veredas do Direito, Belo Horizonte,
Dom Helder, v. 20, 2023. Adaptado)
O texto destaca
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