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#3643404
Texto da Questão:

Leia o texto para responder à questão:

    O medo de cobras é algo inato em nós. A mera ideia destes seres rastejantes costuma provocar arrepios, mesmo em países onde raramente topamos com eles. O instinto é tão forte que mesmo bebês com poucos meses de vida apresentam sinais de estresse ao se depararem com uma serpente. Esse medo não é gratuito: todos os anos, picadas de cobra são responsáveis por entre 81 mil e 138 mil mortes e entre 300 mil e 400 mil sequelas permanentes.
    Atualmente, picadas de cobras venenosas só podem ser tratadas com antídotos específicos, os chamados soros antiofídicos. Entretanto, a maioria deles só é eficaz contra uma ou algumas espécies da mesma família. Além disso, os afetados – e, consequentemente, também a equipe médica encarregada de tratar o ferimento – muitas vezes não sabem qual cobra está por trás da picada. No mundo todo, afinal, existem cerca de 600 espécies distintas de cobras peçonhentas.
    Um antídoto eficaz contra o veneno de diversas cobras diferentes, portanto, poderia simplificar muito o tratamento. E aqui reside a importância de um novo estudo de pesquisadores americanos que afirmam ter encontrado a base para um soro antiofídico de amplo espectro.
    Para o estudo, os pesquisadores usaram o sangue de um doador um tanto quanto peculiar: Timothy Friede, um colecionador de cobras que aceitou se expor ao veneno de várias cobras 856 vezes ao longo de 18 anos e sobreviveu. Ao total, Friede foi submetido a mais de 200 picadas de cobras e outras centenas de injeções de veneno – tudo deliberadamente.
    Dezoito anos e centenas de picadas depois, os pesquisadores identificaram dois anticorpos amplamente neutralizantes no sangue de Friede: o LNX-D09 e o SNX-B03. O antídoto resultante se mostrou eficaz em experimentos com camundongos contra o veneno de 19 das cobras mais venenosas do mundo.


(Alexander Freund. Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/ cientistas-podem-estar-mais-perto-de-criar-ant%C3%ADdoto-universalpara-picadas-de-cobra/a-72435849. Acesso em 06.05.2025. Adaptado)

Ao utilizar o sangue de Timothy Friede, os pesquisadores do estudo citado no texto tinham como intenção

  • coletar o veneno da maior quantidade possível de cobras.
  • testar os efeitos dos soros antiofídicos existentes.
  • descobrir como ele reagiria a novas picadas de cobras.
  • detectar quais cobras o haviam picado no passado.
  • identificar anticorpos contra vários venenos de cobras.
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