O ensino de leitura e da escrita baseado em uma concepção interacionista de língua implica considerá-las como
práticas sociais. Nessa perspectiva, o “letramento escolar”
que envolve o processo de didatização da leitura e da escrita
precisa ser feito de modo a garantir que as práticas de leitura e de produção de textos desenvolvidas nesse espaço se
aproximem daquelas realizadas fora dele.
(Eliana Borges Correia de Albuquerque, Mudanças didáticas e pedagógicas
no ensino de língua portuguesa, 2006)
Texto 2
A atividade de leitura completa a atividade da produção
escrita. É, por isso, uma atividade de interação entre sujeitos
e supõe muito mais que a simples decodificação dos sinais
gráficos. O leitor, como um dos sujeitos da interação, atua
participativamente, buscando recuperar, buscando interpretar e compreender o conteúdo e as intenções pretendidos
pelo autor.
(Irandé Antunes, Aula de Português: encontro e interação, 2003)
A leitura comparativa entre os dois textos permite afirmar
que ambos trazem a concepção de língua como prática
social.
Decorre dessa abordagem uma concepção de ensino
linguístico que se baseia
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