Durante a Revolução Francesa, o valor nacional dos
bens se sobrepunha a seu valor histórico, econômico e
artístico. A partir desse momento, bens remanescentes
do passado, da memória da nação, são simbolicamente
utilizados como suportes para a construção de uma identidade coletiva, nacional. Valendo-se dos bens culturais
que concebem o patrimônio e que estão associados ao
passado e à história da nação, o próprio Estado-Nacional
preocupa-se com a seleção dos objetos e coleções que
o representam. Foi sobretudo na França que o sentido
do patrimônio se consolidou, pois representava naquele
momento político conturbado durante e pós-Revolução
Francesa um sentimento novo, de elo comum, de uma
riqueza moral de toda a nação.
(Viviane Pedrazani, “Patrimônio cultural no Brasil: trajetórias de sujeitos,
leis e instituições”, 2022. Disponível em: https://revistahumanares.uespi.br/
index.php/HumanaRes/article/download/119/70. Adaptado)
O fragmento apresenta discussão acerca
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