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#3673141
Texto da Questão:

Leia o caso clínico a seguir para responder à questão:


Paciente do sexo masculino, 58 anos, antecedente de infarto agudo do miocárdio em parede inferior aos 52 anos, portador de hipertensão arterial, tabagismo ativo, dislipidemia mista, obesidade grau 1, diabetes mellitus tipo 2. Evolui há 3 anos com dispneia progressiva aos esforços. Atualmente, refere dispneia, aos mínimos esforços, e ortopneia, associadas a edema de membros inferiores, inapetência e sarcopenia. Com internação recente, há 2 meses, por descompensação clínica secundária à infecção pulmonar. Apresenta-se no atendimento ambulatorial, com piora da dispneia.


Ao exame físico: PA: 100 × 64 mmHg; FC: 84 bpm; FR: 20 irpm; SatO₂: 95% AA.

Ictus palpável em 6a EIE, desviado para a esquerda B3 audível, sopro mitral holossistólico 2+/6+.

Estertores finos bibasais.

Edema de MMII ++/4+.

Ascite moderada.

Exames complementares:

Cateterismo prévio: coronárias sem reestenose significativa.

BNP: 1.250 pg/mL.

ECG: bloqueio de ramo direito e ritmo de fibrilação atrial com resposta ventricular 86 bpm.

Ecocardiograma de repouso: fração de ejeção do VE 25%, DDVE 68 mm, insuficiência mitral moderada. 


Qual regime terapêutico otimizado deve ser instituído nesse paciente, segundo as diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia 2021 e Sociedade Brasileira de Cardiologia 2022?

  • Inibidor da ECA (ou BRA em caso de intolerância), betabloqueador e antagonista mineralocorticoide, associados a diurético de alça, conforme sintomas, reservando o sacubitril-valsartana apenas para pacientes que não responderem ao IECA.
  • Terapia baseada em hidralazina + dinitrato de isossorbida como primeira escolha universal, devendo ser utilizada antes de qualquer bloqueador do sistema renina-angiotensina-aldosterona.
  • Betabloqueador isolado em doses plenas, já que é a única droga comprovadamente capaz de reduzir mortalidade em IC com FE reduzida, adicionando diuréticos conforme sintomas.
  • Associação de betabloqueador, antagonista mineralocorticoide, sacubitril-valsartana (em substituição ao IECA) e inibidor de SGLT2, compondo a chamada “terapia quádrupla”, mesmo em pacientes sintomáticos graves.
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