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#3327670

Andressa, estagiária de pedagogia, observa crianças de 5 e 6 anos brincando em uma escola. Meninos e meninas interagem; há panelinhas, copinhos e talheres de cores diversas; bonecos e bonecas de diferentes etnias (indígenas, negros e brancos). Em um canto da sala, as crianças dizem fazer um bolo para uma festa, cozinham em um fogão vermelho. Algumas penduram pedaços de tecidos em um varal improvisado e outras utilizam tocos de madeira, folhas secas, gravetos e pedras para fazerem a floresta por onde caminham os dinossauros. Ao final da proposta, Andressa comentou com a professora da turma que o momento da brincadeira foi interessante, mas perguntou quando é que as crianças iriam aprender alguma coisa. A professora comentou que as crianças ainda iriam aprender muita coisa, em diferentes vivências, e sugeriu que Andressa lesse “Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação” de Kishimoto.
A indicação de leitura está fundamentada no fato de que, conforme Kishimoto (2009), a respeito das brincadeiras de faz-de-conta, é correto afirmar que

  • são divertidas, embora seu efeito educativo para crianças de 6 anos seja improdutivo, pois, como o faz-de-conta não tem desafios ou regras, nessa idade, servem basicamente para relaxar, ajudando a criança a ficar mais calma e a prestar atenção no momento da lição escrita.
  • possibilitam às crianças se desenvolverem de forma homogênea e ao mesmo tempo, pois os brinquedos são objetos que trazem em seu bojo um saber pronto e acabado. As crianças brincam com brinquedos da mesma forma e aprendem igualmente, em todo o mundo.
  • na escola, essas brincadeiras devem ser ofertadas às crianças de 5 e 6, no máximo uma vez por semana, pois a ausência de regras no faz-de-conta pode incentivar a indisciplina ou a resistência da criança em outras atividades; assim, jogos com regras são mais adequados para essa faixa etária.
  • permitem a entrada no imaginário e a expressão de regras implícitas que se materializam nos temas das brincadeiras. Ao brincar de faz-de-conta, a criança está aprendendo a criar símbolos.
  • são completas e ensinam às crianças plenamente o que elas precisam saber, assim, o professor poderá propor diariamente o faz-de-conta, sendo desnecessário ao docente sistematizar conceitos ou ofertar, intencionalmente, novas situações ou estímulos distintos.
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