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#3337509
Texto da Questão:

Leia o relato a seguir para responder a questão.

        Após tomar conhecimento pela imprensa do surto de febre maculosa no município, R.F., 34 anos, sexo masculino, agente de segurança, compareceu ao serviço de saúde referindo febre há 3 dias, cefaleia, mialgia intensa, náuseas e vômitos. Relatou ao enfermeiro que era vinculado formalmente a uma empresa que terceirizou o serviço de segurança do evento frequentado por pessoas recentemente diagnosticadas com febre maculosa, e que havia trabalhado nesse local há 8 dias, circulando por diversas áreas. Perguntado, negou perceber ter sido picado por carrapato na ocasião. Informou que residia em área urbana, não frequentava parques ou áreas de mata para recreação e não possuía animais domésticos.
        Ao exame físico constatou-se: temperatura axilar = 38,8 ºC, frequência cardíaca = 88 batimentos por minuto, frequência respiratória = 20 movimentos por minuto, pressão arterial = 122 x 78 mmHg, não sendo evidenciada a presença de exantema maculopapular ou outras alterações.
        Considerado como caso suspeito de febre maculosa, foi prescrito o tratamento com doxicilina, por via oral, coletada a 1ª amostra de sangue para a realização do exame de reação de imunofluorescência indireta (Rifi) para riquétsias e preenchida a Ficha de Investigação da Febre Maculosa.
        Finalizando o atendimento, entre outras ações, R.F. recebeu atestado médico para afastamento do trabalho por 8 dias para tratamento da saúde e foi orientado pelo enfermeiro sobre o tratamento, os sinais e sintomas de agravamento do quadro e a necessidade de retornar ao serviço em 14 dias para a coleta de amostra de sangue para realização de novo exame de Rifi para controle.
        Ao longo do período de monitoramento de R.F., o enfermeiro constatou que o quadro evoluíra sem complicações e os exames de Rifi realizados apresentavam: 1ª amostra: não reagente; 2ª amostra: IgG = 1:128. 

Considerando os dados apresentados, ao realizar o encerramento do caso, o enfermeiro deve considerar que, de acordo com os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde (2022), o caso deve ser classificado como

  • confirmado por critério clínico-epidemiológico, porque R.F. apresentou sinais e sintomas compatíveis com a doença e antecedentes epidemiológicos que atendem a definição de caso suspeito, mas não apresentou soroconversão para IgM nos dois exames Rifi (para riquetsias) realizado.
  • descartado, porque se trata de caso suspeito que não se encaixou nos critérios estabelecidos para definição de caso confirmado de febre maculosa.
  • inconclusivo, porque não foi realizado um terceiro exame de Rifi IgG para confirmação da soroconversão, uma vez que os anticorpos IgG podem apresentar reação cruzada com outras doenças, como a dengue, e devem ser analisados com critério.
  • inconclusivo, porque R.F. não apresentou sinais patognomônicos da febre maculosa, o resultado do segundo exame de Rifi apresentou titulação IgG inferior a 1:256 e não se observou soroconversão para IgM.
  • confirmado por critério laboratorial, porque R.F. apresentou sinais e sintomas compatíveis com febre maculosa, antecedentes epidemiológicos que atendem a definição de caso suspeito e soroconversão dos títulos de Rifi, evidenciada por título IgG = 1:128.
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