Os cigarros eletrônicos encontram-se à venda em
toda parte pelo Brasil. Entram no país por meio de contrabando, crime que as autoridades têm notória dificuldade
em combater.
As danosas engenhocas se tornaram bem populares entre adolescentes. Além de simbolizar status social, carregam
como atrativo a adição de sabores de fruta ou refrescantes ao
líquido vaporizado.
Em mais de uma década de proibição no território nacional, autoridades se mostraram impotentes em coibir a comercialização. Renovar a proibição, apenas, não terá o condão
de produzir tal resultado.
Informar, restringir e desestimular o consumo pode ser
mais produtivo que tentar erradicá-lo. Com álcool e outras
drogas, o proibicionismo já se comprovou ineficaz e de alto
custo social.
A solução racional é regulamentar o uso adulto, dado que
não cabe ao Estado determinar o que indivíduos autônomos
decidem sobre o próprio corpo. Mas há que prover meios
para a fiscalização de normas rigorosas quanto a teores e
vendas, além de campanhas educativas sobre malefícios à
saúde.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 07.07.2022. Adaptado)
No editorial, defende-se que os cigarros eletrônicos
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