Há 28 anos um grupo de pessoas se reúne semanalmente
na sede da ONG (organização não governamental) Anjos
da Noite, em um sobrado no bairro de Artur Alvim, na Zona
Leste de São Paulo. Os voluntários dedicam-se a aplacar
as carências dos moradores de rua. Além de entregar
cobertores e roupas, o grupo tem como principal incumbência
a distribuição de refeições. Aos sábados, os colaboradores se
organizam para preparar 200 quilos de comida. A distribuição
de 800 marmitas tem início ao cair da noite. Anteriormente, os
voluntários rodavam quatro horas pelas ruas da região central
até entregar a última quentinha. Hoje, o trabalho é feito em
menos de uma hora. Basta estacionar o carro, e um grupo de
pessoas carentes faz fila para ganhar o alimento.
A experiência dos Anjos da Noite confirma a percepção
que tem qualquer cidadão dos maiores centros urbanos
brasileiros: o número de pessoas que vivem nas ruas elevou-se, e muito, nos últimos anos. As estatísticas são esporádicas
e, por isso, não é fácil saber com exatidão a proporção desse
crescimento.
(Giovanni Magliano. A rua como único refúgio. Veja, 6.12.2017. Adaptado)
Assinale a alternativa que substitui as expressões destacadas no trecho seguinte, em conformidade com a
norma-padrão.
Basta estacionar o carro, e um grupo de pessoas
carentes faz fila para ganhar o alimento.
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