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#1784246

A prevalência de disfunções do assoalho pélvico é considerada alta, especialmente entre mulheres. As intervenções fisioterapêuticas apresentam altos níveis de evidência científica para tratar os mais variados tipos dessas disfunções. Entretanto, em tempos de pandemia, em que o atendimento presencial se manteve bastante limitado, o teleatendimento ganhou espaço, inclusive para o tratamento das disfunções do assoalho pélvico. A Associação Brasileira de Fisioterapia em Saúde da Mulher (ABRAFISM) lançou um documento com recomendações sobre fisioterapia em uroginecologia e coloproctologia em tempos de Covid-19. Nesse documento, reconhece-se não só a importância da avaliação do assoalho pélvico, mas a dificuldade de transpor a avaliação do assoalho pélvico para a modalidade remota. Tal dificuldade se deve, preponderantemente:

  • Às limitações no uso dos recursos tecnológicos pelos terapeutas.
  • À dificuldade de gerar relatórios virtuais que deem suporte ao processo de reabilitação.
  • À falta de tecnologia para avaliação online.
  • Ao fato de a maioria das mulheres não terem boa autopercepção da contração dos músculos do assoalho pélvico e, assim, recomenda-se que a avaliação do assoalho pélvico seja realizada por meio de inspeção e palpação vaginal.
  • Às ferramentas de autorrelato relacionadas à avaliação do assoalho pélvico serem muito inespecíficas.
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