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#3667834

“Corre à boca pequena que Lilith, após assaltar o paraíso, vive em todos os lugares, em todos os espíritos livres e em todos os sonhos de liberdade. Lilith é a festa que não dorme nos céus, na terra e nos infernos, o que seria alegria de viver o que é DEUS.”

BRAGA, Eduardo Nobre. O fascismo para além da circunscrição ética. 2018. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Curso de Mestrado Acadêmico em Filosofia, Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, 2018., p. 34. (Adaptado).

Eduardo Braga apresenta uma alegoria da liberdade em seu texto, onde subjaz uma compreensão marxista da divisão do trabalho masculino e feminino. Lilith, a primeira mulher na Kabbalah judaica, que vinda do pó como Adão, não se submeteu ao domínio patriarcal e se rebelou, simboliza, nessa proposta narrativa, a liberdade. Com base nessa alegoria, assinale a afirmação verdadeira.

  • Se a primeira e mais fundamental exploração do trabalho é a submissão do trabalho feminino ao homem, a experiência alegórica de Lilith só pode ser a da emancipação total da humanidade.
  • A primeira mulher, na alegoria proposta, corresponde à desordem de um mundo sem hierarquias, onde não podemos contar com a organização das forças produtivas e a criação de um mundo civilizado.
  • Lilith é a mulher que se recusa a parir e cuidar da prole, o que torna a humanidade infértil e produz um cenário de franco declínio da humanidade e o surgimento de movimentos fascistas para resgatar a tradição.
  • Adão rejeitou Lilith pois ela não veio de sua carne, como Eva, não podendo caracterizá-la como humana, mas como um monstro vindo do barro, incapaz de pensar e agir com bondade e altruísmo, como o próprio Adão.
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