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#3667832

No Banquete (203b-204a), Platão nos remete à concepção de Amor (Eros) proposta pela filósofa Diotima de Mantineia, que ensinou Sócrates sobre tal assunto: “porque filho do Diligente (Póros) e da Pobreza (Pênia), tocaram-lhe os seguintes predicados: tendo herdado a natureza da mãe, é companheiro eterno da indigência. Por outro lado, como filho de tal pai, vive a cogitar ardis para apanhar tudo o que é belo e bom; é bravo, audaz, expedito, excelente caçador de homens, fértil em artifícios, amigo da sabedoria, sagaz, mágico e sofista. Por natureza, nem é mortal nem imortal, porém num só dia floresce e vive, ou morre para renascer logo depois. O que adquire hoje, perde amanhã, de forma que Amor nunca é rico nem pobre e se encontra sempre a meio caminho da sabedoria e da ignorância”.

PLATÃO. O banquete. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: Ed.UFPA, 2018., p. 145ss. (Adaptado).

Sobre a perspectiva de Diotima, segundo Platão, é correto afirmar que o amor é

  • satisfeito e tranquilo, não se perturbando em buscas infrutíferas e que não tragam um sentimento que dure por longo período.
  • carência insaciável que busca todas os meios e artifícios para se satisfazer, mas não encontra contentamento definitivo.
  • uma divindade modesta, paciente e boa, que suporta tudo e não maltrata nem se alegra com a injustiça ou a vanglória.
  • um sentimento que não exige retribuição e que supera as barreiras espaço-temporais para contemplar a coisa amada.
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