No Banquete (203b-204a), Platão nos remete à concepção
de Amor (Eros) proposta pela filósofa Diotima de Mantineia, que
ensinou Sócrates sobre tal assunto: “porque filho do Diligente
(Póros) e da Pobreza (Pênia), tocaram-lhe os seguintes
predicados: tendo herdado a natureza da mãe, é companheiro
eterno da indigência. Por outro lado, como filho de tal pai,
vive a cogitar ardis para apanhar tudo o que é belo e bom; é
bravo, audaz, expedito, excelente caçador de homens, fértil em artifícios, amigo da sabedoria, sagaz, mágico e sofista. Por
natureza, nem é mortal nem imortal, porém num só dia floresce
e vive, ou morre para renascer logo depois. O que adquire hoje,
perde amanhã, de forma que Amor nunca é rico nem pobre e se
encontra sempre a meio caminho da sabedoria e da ignorância”.
PLATÃO. O banquete. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: Ed.UFPA, 2018.,
p. 145ss. (Adaptado).
Sobre a perspectiva de Diotima, segundo Platão, é correto
afirmar que o amor é
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