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#3061837

O modelo médico de deficiência é uma abordagem que se concentra nas limitações físicas, sensoriais ou cognitivas da pessoa com deficiência e as vê como características individuais que precisam ser corrigidas, tratadas ou curadas. Nesse modelo, a deficiência é considerada uma condição patológica ou anormalidade que requer intervenção médica para mitigar seus efeitos. Críticas ao modelo médico de deficiência destacam que ele pode contribuir para a estigmatização, a exclusão social e a falta de autonomia das pessoas com deficiência, além de ignorar fatores sociais, culturais e ambientais que influenciam sua experiência de vida. A escola atual tem se baseado no referido modelo de deficiência quando condiciona o acesso a direitos básicos de educação à apresentação de diagnóstico clínico ou laudo médico, fortalecendo uma visão equivocada de seu próprio papel na promoção da inclusão e igualdade de oportunidades. Ao adotar essa abordagem, a escola muitas vezes coloca a responsabilidade pelo acesso à educação inclusiva exclusivamente sobre o aluno com deficiência, ignorando as barreiras sociais, estruturais e atitudinais que podem estar presentes no ambiente escolar. Logo:

I- Essa prática reforça a ideia de que a deficiência é uma questão individual a ser tratada pelos profissionais de saúde, em vez de reconhecer a responsabilidade coletiva da sociedade e da própria instituição educacional em garantir a participação plena e igualitária de todos os alunos.

II- Além disso, ao exigir um diagnóstico clínico como pré-requisito para o acesso a serviços e recursos educacionais especializados, a escola pode perpetuar estigmas e exclusão, desconsiderando as necessidades específicas de cada aluno e promovendo a segregação em vez da inclusão. 

  • O Modelo Médico de deficiência é o modelo correto a ser considerado pelas Unidades Escolares e tal informação consta nas diretrizes do MEC, pois é somente através de um diagnóstico clínico elaborado por um neurologista e/ou psiquiatra que se pode comprovar deficiência.
  • Existem outros modelos de deficiência, como a Deficiência Intelectual ou Transtorno do Desenvolvimento Intelectual caracterizado por um nível cognitivo baixo, além de dificuldades significativas na vida diária, como autocuidado, segurança, comunicação e socialização.
  • O Estatuto da Pessoa com Deficiência rejeita o modelo médico como a única e principal abordagem, e destaca ainda que “a avaliação da deficiência, quando necessária, será biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar e considerará: I - os impedimentos nas funções e nas estruturas do corpo; II - os fatores socioambientais, psicológicos e pessoais; III - a limitação no desempenho de atividades; e IV - a restrição de participação”.
  • Existem diversas perspectivas em relação ao modelo de deficiência, incluindo o modelo médico, que adota uma abordagem ampla reconhecendo que a deficiência é influenciada por uma variedade de fatores para além das limitações físicas, sensoriais ou cognitivas. Esse modelo destaca a importância de considerar o contexto social, cultural e ambiental na experiência das pessoas com deficiência.
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