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#3320963

Recém-nascido de 24 semanas de idade gestacional e peso ao nascer de 520g, foi intubado ainda na sala de parto por desconforto respiratório. Na UTI neonatal, foi colocado em ventilação mecânica convencional com PIP= 22 cmH2 O, PEEP= 6 cmH2 O, FR= 60 irpm, TI=0,3 seg, FIO2 = 80% e MAP de 12 cmH2 O. Recebeu duas doses de surfactante para tratamento da doença de membrana hialina nas primeiras 24h de vida. Com 48 horas de vida, a radiografia de tórax evidenciou pulmões hiperinsuflados e enfisema intersticial bilateral. A gasometria arterial mostra pH= 7,25, PCO2 = 63 mmHg e PO2 = 48 mmHg. Considerando que durante a ventilação mecânica, efeitos adversos são minimizados quando aplicadas estratégias protetoras de ventilação, a melhor conduta a ser tomada no referido caso, é: 

  • ajustar os parâmetros ventilatórios com aumento da PIP para 25 cmH2O e FR= 65 irpm, a fim de diminuir o PCO2e otimizar o pH. A Ventilação de alta frequência está contraindicada neste caso, visto que o paciente apresenta enfisema intersticial.
  • colocá-lo em ventilação de alta frequência com MAP=8, ΔP= 30 cmH2O (VC=4 a 6 ml/Kg), FR= 5 Htz e Rel= 1:2. Fazer uma radiografia de tórax e monitorar gases sanguíneos em 30 a 60 minutos.
  • colocá-lo em ventilação de alta frequência com MAP=12 cm H2O, ΔP= 24 cmH2O (VC=2 a 2,5 ml/Kg), FR= 12 Htz e Rel= 1:2. Fazer uma radiografia de tórax e monitorar gases sanguíneos em 30 a 60 minutos.
  • diminuir os parâmetros ventilatórios e utilizar a estratégia de hipercapnia permissiva já que o pH é 7,25.
  • manter o recém-nascido em ventilação mecânica convencional, fazer uma dose tardia de surfactante na tentativa de reduzir PIP e instalar óxido nítrico.
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